🟢📞💬
A fisiologia do exercício é a ciência que estuda como o corpo humano responde e se adapta ao esforço físico. Entenda seus conceitos e áreas de aplicação clínica.
A fisiologia do exercício é a área da ciência que investiga como os sistemas cardiorrespiratório, musculoesquelético e metabólico do corpo humano respondem e se adaptam ao esforço físico. Ela analisa tanto as alterações imediatas que ocorrem durante a prática de exercício quanto as adaptações duradouras resultantes do treinamento regular — conhecimento que fundamenta a prescrição segura e individualizada do exercício em contextos de saúde, reabilitação e desempenho.
São as alterações imediatas que o corpo apresenta durante a prática do exercício, como o aumento da frequência cardíaca, da ventilação pulmonar e da produção de energia pelos músculos em atividade.
São as mudanças duradouras que resultam da prática regular e continuada de exercício físico, como o aumento da capacidade cardiorrespiratória, o ganho de força muscular e melhorias na capacidade metabólica do organismo.
Compreender a diferença entre essas duas respostas é o que permite a um profissional de saúde prescrever exercício de forma segura e adequada a cada paciente, em vez de aplicar um protocolo genérico.
Entender como o corpo responde e se adapta ao exercício é o que permite prescrever treinos individualizados, prevenir lesões e, sobretudo, aplicar o exercício físico como recurso terapêutico na prevenção e no tratamento de doenças crônicas e no processo de reabilitação — cada pessoa responde de forma distinta ao esforço físico, conforme sua condição de saúde, idade e histórico clínico.
O FisioClinEx, Laboratório de Fisiologia Clínica do Exercício da UFSCar, aplica esses princípios na produção científica e na formação de profissionais de saúde. Entre as linhas de pesquisa do laboratório estão a reabilitação cardiovascular, respiratória e metabólica, o cuidado em condições reumatológicas e neurodegenerativas e a atuação em populações especiais, como idosos e pacientes em tratamento oncológico.
Dois exemplos recentes de produção científica do laboratório ilustram essa aplicação: um estudo de 2026 sobre respostas hemodinâmicas, vasculares e autonômicas ao exercício máximo em adultos jovens com Long COVID (Rodrigues et al., Journal of Personalized Medicine, DOI 10.3390/jpm16010038), e uma revisão sistemática de 2025 sobre os efeitos do exercício agudo e crônico em marcadores imunológicos de idosos (Teodoro et al., Frontiers in Physiology, DOI 10.3389/fphys.2025.1453747).
Principalmente os sistemas cardiorrespiratório, musculoesquelético e metabólico, analisando como cada um responde durante o esforço físico e como se adapta ao longo do tempo com a prática regular.
A resposta aguda é a alteração imediata que ocorre durante a prática do exercício (como o aumento da frequência cardíaca). A adaptação crônica é a mudança duradoura que resulta da prática regular e continuada, como o aumento da capacidade cardiorrespiratória.
Ao compreender como o corpo responde ao esforço físico, é possível prescrever exercício de forma segura e individualizada como parte do tratamento e da prevenção de doenças crônicas, e não apenas como atividade física genérica.